Ponto de Virada
Sabe quando um surfista apanha uma onda e fica de pé na crista, bem no topo da onda prestes a surfá-la? Trata-se de poucos segundos, um lugar de movimento evidente, um lugar que sinto estar.
Desse ponto, eu consigo olhar para trás e ver o que vivi desde o início desse ciclo, as primeiras palavras, os textos, as partilhas, as conversas, as risadas, as lágrimas, tudo o que já senti. Vejo como cresci enquanto as pessoas a minha volta cresciam por si só também.
Daqui, sinto uma enorme gratidão por cada passo aqui dado.
Antes ainda da minha prancha começar a descer na onda, consigo olhar para frente com uma visão panorâmica. Vejo a vida que continua apesar da minha presença onde já não há espaço suficiente para mim. E vejo também os meus próprios passos numa direção diferente.
E por mais que essa decisão possa causar perguntas e até mesmo um mix de emoções, que é o que sinto nesse momento… uma grande expectativa com uma pitada de tristeza, a vida é feita de mudanças e também sinto felicidade por me ver, me sentir e me permitir estar aqui e agora nesse Ponto de Virada.
Essas palavras chegam através de mim como se formassem um Ritual de Passagem.
É profundo, simbólico e simples.
Existe uma grande beleza na expectativa e espontaneidade que existem com as novas possibilidades de um mergulho interno.
A vida continua.
Com muito amor,
Cíntia Thurler