É “Só” Um Corpo

Como seria não se sentir parte do próprio corpo? Sentir que briga com ele o tempo todo? Como seria não estar satisfeita com o corpo? Julgá-lo. Ignorar a sua voz, o seu sentir. Agredí-lo através de substâncias e de procedimentos?

Seria uma realidade muito dura, muito pesada.

Espera.

É uma realidade muito dura, muito pesada.

Em diferentes níveis, e eles fazem toda a diferença, todos nós estamos num processo de guerra com os nossos corpos. 

Nós, cada vez menos, o vemos de uma forma simples: o corpo como a matéria que nos permite experienciar e sentir.

Hoje me parte o coração ver meninas, meninos, mulheres, homens, insatisfeitos com o próprio corpo. Mas não me esqueço do que é sentir isso. Não me esqueço de como é profundo, triste, complicado, não encontrar paz de estar dentro do próprio corpo, não sentir acolhimento, de sentir repulsa por estar dentro da própria pele. 

O meu processo tem me ensinado como posso me acolher dentro de toda a minha estrutura, aprendi que o corpo da mulher é a personificação da natureza, como se fosse a oportunidade que a humanidade tem de ser a natureza. Tudo o que sinto, tudo que experiencio, encontro um paralelo lá fora. Isso era inalcançável para mim até um tempo atrás. Mas também aprendi uma coisa que pode ser um atalho para você:

Não há nada que precisemos aprender acerca do nosso corpo, toda a informação que queremos e que precisamos para nos sentirmos bem sempre esteve presente dentro de nós, só precisamos nos abrir para ela. E isso pode ser feito de forma simples, abrindo espaço através da respiração, de um alongamento, uma ação com a intenção de se abrir de cada vez. Assim, mostramos para a nossa mente que é seguro se abrir para tudo o que precisamos e queremos. 

Há quem não acredite, há quem seja contra qualquer hipótese que não seja cientificamente comprovada, há quem discrimine, há todo tipo de resistências no mundo que nos impede de encontrar esse sol interno por detrás das nuvens. Mas ele nunca deixa de existir.

Não é fácil.

Mas você não está sozinha. 

Estou aqui partilhando o meu sentir com você.

E você pode partilhar o seu comigo também, só porque sim (ola@cintiathurler.com).

Estarmos juntas é a única coisa que deixa tudo mais fácil, leve, suave.

E sim, eu escrevo no feminino, mas esse feminino inclui todos nós. 

Termino esse texto com uma pergunta para você:

Como você vai aproveitar, desfrutar, o seu sentir hoje?

A resposta é a mias simples possível.

Fica bem.

Com amor,

Cíntia Thurler 

Cíntia Thurler

Escritora | Mindfulness Neurocognitivo | Ecopsicologia

Escrevo sobre atenção, ética do cuidado e crise ecológica.

Autocuidado como base para mudanças individuais e coletivas.

https://cintiathurler.com
Próximo
Próximo

Mudança e Felicidade